Vou falar de educação, mas não educação de escola, mas de bons modos.
Lembrando que eu falo do que eu conheço, e do que eu vejo, não dá pra falar que todos são assim.
Em geral, os alemães são muito educados, respeitam todos, mas são mais grosseiros e secos que os brasileiros. Claro que aí é muito cultural, eles demonstram o carinho de um jeito mais direto, e mostram que não gostam do mesmo jeito, direto.
Agora falando mesmo do tema boa educação, eles falam as "palavrinhas mágicas" sempre, Por Favor (Bitte), Muito Obrigado (Danke Schön), De Nada (Bitte Schön), Desculpa / Com Licença (Entschuldigung).
Se tem alguém andando mais rápido que eles na calçada, eles vão para o canto, para deixar o outro passar, no trânsito é bem interessante, pois eles sempre cedem a passagem para o outro, ou se alguém precisa fazer uma conversão eles reduzem e esperam o outro passar. Aqui existem as ruas principais, sinalizadas, onde ao andar nela você não precisa parar para deixar ninguém passar, e as outras onde não há sinalização, portanto não principais, a preferência é sempre de quem vem da direita, e se um carro está vindo da direita, todos sempre param, e funciona mesmo, ninguém dá uma de malandro, querendo passar antes, ou alguma coisa assim. Talvez isso ocorra por eles terem muita confiança uns nos outros, pois quando o motorista estiver na situação em que ele tem a preferência, ele sabe que os outros vão respeitar.
Uma dica importante para você turista. Isso é mais ou menos uma regra das ruas, que todos conhecem, já institucionalizada, e que você tem que aprender. Numa escada rolante, se você não andar nela, para ir mais rápido, fique do lado direito, e deixe o esquerdo livre, para os apressadinhos irem andando. Se você ver alguém parado do lado esquerdo, pode saber que é turista, aí, se o apressadinho vem atrás, ele dá uma cutucada, ou você aprende um xingamento em alemão.
Se estiver em solo alemão, e o sinal para pedestres estiver fechado, não adianta, pode não ter um carro sequer na rua, você vai ter que esperar o sinal de pedestres ficar verde. Em outros países da europa o pessoal atravessa, mas na Alemanha não. Claro que há muitos estrangeiros morando na Alemanha, então você vai ver alguns atravessando no sinal vermelho, mas pode apostar que não são alemães.
As pessoas aqui não se metem na vida dos outros, se duas pessoas que eu não conheço estiverem brigando, o alemão vai passar reto como se não houvesse nada acontecendo, afinal a briga não é minha.
Aqui, se você pedir ajuda, eles ajudam mesmo, de verdade. Inclusive dão coisas deles, se você estiver precisando. Abro parenteses para contar um pedaço da minha história. Quando cheguei em Ettenheim, depois de ter procurado casa por toda a região perto do meu trabalho, vim numa igreja, e disse que procurava alguém que pudesse me alugar um quarto. A pastora anunciou a minha situação no culto, e no final vieram 3 familias me oferecer um lugar, e mais gente depois perguntou se eu tinha achado. Depois, para me organizar aqui, sempre me ajudaram em tudo o que precisava. Isso foi muito bom.
Na Alemanha existe muita formalidade para se falar com uma pessoa que você não conhece, na verdade eles tratam as pessoas de forma respeitosa, o que é legal, mas pra mim, como latino, é bem diferente, porque parece formal demais, como se eu tratasse o outro como superior sempre, não como meu amigo. Exemplo dessa forma respeitosa de falar é que a segunda pessoa do singular tem duas maneiras, o Du (você), que só se usa depois que a pessoa te deu permissão para usar. E a outra forma, a formal é o Sie. Funciona assim, você vai conversando com a pessoa até ela falar em algum momento que você pode chamar ela de Du, isso vem geralmente da pessoa mais velha que te dá a permissão, você não pede, ou ela que começa a te chamar de Du. Outra coisa que pra mim soa muito formal é chamar as pessoas pelo sobrenome, até aí ok, é cultural, mas o sobrenome vem sempre acompanhado pela partícula Senhor, então, no trabalho, as pessoas me chamam de Herr. Misfeldt.
Para chamar alguém de amigo aqui é algo muito mais complexo. No Brasil, se você conhece o camarada, ele é gente boa, então ele é teu amigo. Aqui não, pra chamar você de amigo, o cara tem que quase ser seu "best friend". Porque o conceito de amigo aqui é mais ou menos que o amigo é o cara que eu nunca vou abandonar, e o colega do trabalho, ou da faculdade, um dia você não vai mais ver ele e tudo ok, a vida segue.
Agora vai uma dica, uma coisa que estranhei bastante, o cumprimento deles se resume à no máximo um aperto de mão. O cara já batalhou pra ser seu amigo, aí na hora de cumprimentar ele, você dá um aperto de mão xôxo, tipo aquele que você dá no primo do teu tio-avô. Claro que há exceções, como quando fulano reencontra seu amigão depois de um bom tempo, aí ela dá um abraço contido. E mesmo as meninas se cumprimentam com aperto de mão.
Deixei pro final, mas isso não poderia esquecer, os alemães são muito sinceros, e isso torna eles um pouco grosseiro as vezes. O lado não grosseiro é que quando você pergunta se a pessoa está bem, ela fala quando tem um problema, ou não tá 100%, isso não quer dizer também que o outro vai ajudar o cara. Outra coisa boa é que eles dizem quando gostaram de algo que você fez. E o lado complicado é que eles dizem quando não gostaram de algo que você fez. Na verdade você se acostuma, quer dizer, você passa a entender, mas nas primeiras vezes, sem falar muito bem alemão, e acostumado as pessoas no máximo falarem: "Ah, ta legal, mas dá pra melhorar", e levar um pito, é complicado.
Por último, agora acho que deu pra entender um pouco do jeito alemão, na verdade não dá pra entender tudo, mas o importante é entender que são culturas diferentes. Aos poucos, vivendo aqui, você vai captando o que é normal ou não, por exemplo, se você levar uns xingão, é normal, faz parte do aprendizado, claro que, se for muito recorrente, você pode tar fazendo muita caca. hehe.
Espero que tenha sido proveitoso para vocês. Um forte abraço.
domingo, 5 de janeiro de 2014
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Supermercado
Depois de falarmos de comida, vamos aprender como obtê-las.
Tá bom, se você tá lendo de cima pra baixo, você vai ver isso antes...
Supermercado, um local mistico, onde trocamos dinheiro por comida.
Pra começar, existem poucos supermercados, mas que existem na Alemanha inteira, como experiência pessoal, morei uma semana perto de Frankfurt, no Hessen, e até agora, mais 3 meses, em Baden-Wüternberg, e nos dois lugares só tinham dos mesmos mercados, e é claro, uma mercearia ou outra, mas isso também é bem raro. Vou listar aqui por ordem de importância, os mais baratos: Aldi e Lidl, médio, com produtos baratos e mais caros tem o Kaufland e Penny, depois vem os mais caros, Edeka e Rewe. Ainda dá pra colocar nessa lista o DM, que é em principio uma farmácia com conveniência, mas acaba sendo quase um mercado.
Os mercados da Alemanha seguem um padrão de distribuição, o Aldi, tem uma divisão para sul e norte, aqui no sul chama-se Aldi Süd, e tudo o que você encontrar numa loja Aldi Süd, você encontra na outra, no outro lado do estado, claro que se uma oferta acabar em uma loja, pode ter na outra. Mas aí vem outra peculiaridade que são as ofertas não duram mais que uma semana, se há sobras, na semana que vem vai ter uma redução maior ainda, depois é retirado. Esse lance das ofertas também é assim, tem novidade toda segunda e quinta, e o que vai vir na semana já sai no jornalzinho entregue em casa, ou na placa na entrada do mercado. Os mercados mais barateiros são bem pequenos, do jeito que ao entrar você consegue ver toda a loja, tem em gela 4 corredores, os dois do meio são as promoções, itens em geral, e os demais são produtos que sempre vão ter ali, comida, bebida, doces, produtos de higiene. Numa das paredes tem a padaria, há vários tipos de pão, que ficam em caixas transparentes, com umas portinhas pequenas, onde você "pesca" o que você quer, e coloca num saco de papel, com uma das frentes de plástico, pro cara do caixa poder ver o que você pegou, e o preço é por unidade.
Bom, chegando na hora de pagar, você coloca na esteira, e agora você tem que se muito rápido. Digo muito rápido mesmo, na hora que a sua compra vai ser processada, o cara não para, e você já tem que ir pegando as compras do outro lado e colocando na sacola, e já estar com o dinheiro separado pra pagar o caixa logo que ele terminar. Gente, isso é muito pouco tempo, estou a 3 meses aqui e ainda odeio ir no mercado e comprar mais que consigo pegar em duas mãos, porque não dá tempo, e se você se "enrola", a galera de trás da fila já fica nervosa. Ah, para separar as compras de cada cliente, há uma barrinha que você pega ali do lado da esteira e coloca depois da sua compra, aí o próximo pode por as dele. Aqui segue um vídeo de como é, hehe, esse é mais rápido que o normal, tá bom, mas essa é a ideia.
Existe outra peculiaridade aqui que é que cada mercado tem o seu fornecedor, além de marca própria. Na verdade, os mercados mais caros são mais caros porque vendem marcas mais famosas. Mas seguindo essa ideia, existe uma teoria que você descobre onde os seus amigos compram pelas marcas que eles tem na geladeira.
Bom galera, espero que este post tenha ajudado. Forte abraço e até mais.
Tá bom, se você tá lendo de cima pra baixo, você vai ver isso antes...
Supermercado, um local mistico, onde trocamos dinheiro por comida.
Pra começar, existem poucos supermercados, mas que existem na Alemanha inteira, como experiência pessoal, morei uma semana perto de Frankfurt, no Hessen, e até agora, mais 3 meses, em Baden-Wüternberg, e nos dois lugares só tinham dos mesmos mercados, e é claro, uma mercearia ou outra, mas isso também é bem raro. Vou listar aqui por ordem de importância, os mais baratos: Aldi e Lidl, médio, com produtos baratos e mais caros tem o Kaufland e Penny, depois vem os mais caros, Edeka e Rewe. Ainda dá pra colocar nessa lista o DM, que é em principio uma farmácia com conveniência, mas acaba sendo quase um mercado.
Os mercados da Alemanha seguem um padrão de distribuição, o Aldi, tem uma divisão para sul e norte, aqui no sul chama-se Aldi Süd, e tudo o que você encontrar numa loja Aldi Süd, você encontra na outra, no outro lado do estado, claro que se uma oferta acabar em uma loja, pode ter na outra. Mas aí vem outra peculiaridade que são as ofertas não duram mais que uma semana, se há sobras, na semana que vem vai ter uma redução maior ainda, depois é retirado. Esse lance das ofertas também é assim, tem novidade toda segunda e quinta, e o que vai vir na semana já sai no jornalzinho entregue em casa, ou na placa na entrada do mercado. Os mercados mais barateiros são bem pequenos, do jeito que ao entrar você consegue ver toda a loja, tem em gela 4 corredores, os dois do meio são as promoções, itens em geral, e os demais são produtos que sempre vão ter ali, comida, bebida, doces, produtos de higiene. Numa das paredes tem a padaria, há vários tipos de pão, que ficam em caixas transparentes, com umas portinhas pequenas, onde você "pesca" o que você quer, e coloca num saco de papel, com uma das frentes de plástico, pro cara do caixa poder ver o que você pegou, e o preço é por unidade.
Bom, chegando na hora de pagar, você coloca na esteira, e agora você tem que se muito rápido. Digo muito rápido mesmo, na hora que a sua compra vai ser processada, o cara não para, e você já tem que ir pegando as compras do outro lado e colocando na sacola, e já estar com o dinheiro separado pra pagar o caixa logo que ele terminar. Gente, isso é muito pouco tempo, estou a 3 meses aqui e ainda odeio ir no mercado e comprar mais que consigo pegar em duas mãos, porque não dá tempo, e se você se "enrola", a galera de trás da fila já fica nervosa. Ah, para separar as compras de cada cliente, há uma barrinha que você pega ali do lado da esteira e coloca depois da sua compra, aí o próximo pode por as dele. Aqui segue um vídeo de como é, hehe, esse é mais rápido que o normal, tá bom, mas essa é a ideia.
Existe outra peculiaridade aqui que é que cada mercado tem o seu fornecedor, além de marca própria. Na verdade, os mercados mais caros são mais caros porque vendem marcas mais famosas. Mas seguindo essa ideia, existe uma teoria que você descobre onde os seus amigos compram pelas marcas que eles tem na geladeira.
Bom galera, espero que este post tenha ajudado. Forte abraço e até mais.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Comida
Vamos falar de coisa boa agora, comida!!!
Acho que ainda não falei sobre isso, e muita gente me pergunta se tem diferença, quando eu digo que é muita gente, é o pessoal do Brasil e o pessoal aqui.
Então Samuel, a comida da Alemanha é muito diferente, você já está acostumado?
-Não, a comida não é tão diferente não, a maior parte é igual. Macarrão, arroz, salada, batata, e uma carne.
Agora as diferenças, aqui tem uns molhos muito bons para saladas, é meio que um creme de leite, com umas ervas, posso estar errado na composição, mas a parada é boa mesmo. Batata, sim, batata tem muito, principalmente porque ela vinga aqui nesse frio, e ela é colhida agora antes do inverno, e abastece o inverno, quando há falta de outros alimentos (claro que nos mercados tem, mas antigamente não tinha). O chucrute também segue essa lógica do inverno, e outra, eles fazem o chucrute ficar bom mesmo. Aqui o pessoal curte muito paprika, pimentão, mas não é todo mudo que gosta, então eles sempre perguntam antes de colocar. Quando eu vim pra cá eu não sabia que o pessoal era chegado nas comidas um pouco mais apimentadas, eu tenho uma teoria de que isso é algo mais recente, e por isso também que eles tem cuidado em perguntar.
Também tem a parte das frutas, que aqui são boas, tem muita maçã aqui, mas eles importam muita coisa, eles comem também bastante banana, que vem normalmente da américa central, assim como outras frutas tropicais, tem também uva, que é produzida aqui, mas essa produzida aqui é boa pra fazer vinho, pra comer não é a mesma coisa, as que você compra pra comer no mercado são importadas, e fui pesquisar de onde vinha, e elas vinham do vale do São Francisco, é, o velho Chico.
Agora vem uma parte que pode ser meio ruim para você, não tem churrasco.. (música triste).. Bom, isso pelo menos eu já sabia antes de vir pra cá, e é real mesmo... Aqui a carne de boi (rindfleisch) é mais cara que a de porco(schweinfleisch) ou de frango (huhnfleisch), não há como fazer comparação com o preço ou a qualidade da carne do Brasil. Mas o pessoal aqui faz cada prato delicioso com porco e frango, que nem dá vontade de pedir carne de boi. Pra substituir o churrasco aqui há os rindwurst (ou brattwurst) mit brötchen, é que é um pão com aquela já conhecida salsicha alemã, que aliás é boa mesmo, a salsicha é preparada na brasa, aí vai pro pão, e você adiciona o quanto de mostarda ou catchup quiser.
Pra beber, os refrigerantes são praticamente os mesmos que no Brasil, exceto o guaraná que não tem (mas você consegue até encontrar em algum mercado, se tiver sorte), sucos são os mesmos sabores, inclusive tem de goiaba, mas pra tomar um sabor tradicional daqui, tem que ser maçã, e agora vem um diferencial que é o Schorle, que é o suco com água gaseificada, muita gente prepara em casa, mas você pode comprar, o que mais tem é o de maçã, o Apfelschorle, que é o preferido de todos, inclusive as crianças pedem isso o tempo todo, como é suco com água, então os pais dão pra elas no café da manhã, almoço e janta.
Agora se você quiser "comer fora", há opções para fastfood como McDonnalds, há Burger King, KFC, além das barracas de brattwurst.. mas o que mais tem aqui são os pontos de Kebap e pizza, que são as lojas das famílias turcas, tem em todo o lugar, e a pizza é bem diferente do Brasil, só para constar. Agora se quiser uma refeição mais reforçada, há também as opções baratas, com os chineses, agora pra comida tradicional, que é muito boa, você precisa perguntar pro pessoa daqui - onde tem um restaurante bom com comida ______(região onde você está - Ex: Badner, ou Bayern, ou então comida alemã (Deutsch) mesmo).
Quanto a higiene, eu pelo menos, confio em todos os lugares aqui. Vale ressaltar pra quando você quiser beber água, dizem que na Alemanha você pode beber a água da torneira, mas há lugares onde há muita concentração de cal na água, então, se você tiver como filtrar, é bom, senão, não tem problema. Se você ficou receoso com o que escrevi agora, também dá pra comprar garrafa no supermercado, não garrafão de 20l, mas garrafa de 1,5l.
Bom, é isso aí pessoal, bom apetite à todos e até a próxima.
Acho que ainda não falei sobre isso, e muita gente me pergunta se tem diferença, quando eu digo que é muita gente, é o pessoal do Brasil e o pessoal aqui.
Então Samuel, a comida da Alemanha é muito diferente, você já está acostumado?
-Não, a comida não é tão diferente não, a maior parte é igual. Macarrão, arroz, salada, batata, e uma carne.
Agora as diferenças, aqui tem uns molhos muito bons para saladas, é meio que um creme de leite, com umas ervas, posso estar errado na composição, mas a parada é boa mesmo. Batata, sim, batata tem muito, principalmente porque ela vinga aqui nesse frio, e ela é colhida agora antes do inverno, e abastece o inverno, quando há falta de outros alimentos (claro que nos mercados tem, mas antigamente não tinha). O chucrute também segue essa lógica do inverno, e outra, eles fazem o chucrute ficar bom mesmo. Aqui o pessoal curte muito paprika, pimentão, mas não é todo mudo que gosta, então eles sempre perguntam antes de colocar. Quando eu vim pra cá eu não sabia que o pessoal era chegado nas comidas um pouco mais apimentadas, eu tenho uma teoria de que isso é algo mais recente, e por isso também que eles tem cuidado em perguntar.
Também tem a parte das frutas, que aqui são boas, tem muita maçã aqui, mas eles importam muita coisa, eles comem também bastante banana, que vem normalmente da américa central, assim como outras frutas tropicais, tem também uva, que é produzida aqui, mas essa produzida aqui é boa pra fazer vinho, pra comer não é a mesma coisa, as que você compra pra comer no mercado são importadas, e fui pesquisar de onde vinha, e elas vinham do vale do São Francisco, é, o velho Chico.
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| Meu último churrasco. #saudades |
Pra beber, os refrigerantes são praticamente os mesmos que no Brasil, exceto o guaraná que não tem (mas você consegue até encontrar em algum mercado, se tiver sorte), sucos são os mesmos sabores, inclusive tem de goiaba, mas pra tomar um sabor tradicional daqui, tem que ser maçã, e agora vem um diferencial que é o Schorle, que é o suco com água gaseificada, muita gente prepara em casa, mas você pode comprar, o que mais tem é o de maçã, o Apfelschorle, que é o preferido de todos, inclusive as crianças pedem isso o tempo todo, como é suco com água, então os pais dão pra elas no café da manhã, almoço e janta.
Agora se você quiser "comer fora", há opções para fastfood como McDonnalds, há Burger King, KFC, além das barracas de brattwurst.. mas o que mais tem aqui são os pontos de Kebap e pizza, que são as lojas das famílias turcas, tem em todo o lugar, e a pizza é bem diferente do Brasil, só para constar. Agora se quiser uma refeição mais reforçada, há também as opções baratas, com os chineses, agora pra comida tradicional, que é muito boa, você precisa perguntar pro pessoa daqui - onde tem um restaurante bom com comida ______(região onde você está - Ex: Badner, ou Bayern, ou então comida alemã (Deutsch) mesmo).
Quanto a higiene, eu pelo menos, confio em todos os lugares aqui. Vale ressaltar pra quando você quiser beber água, dizem que na Alemanha você pode beber a água da torneira, mas há lugares onde há muita concentração de cal na água, então, se você tiver como filtrar, é bom, senão, não tem problema. Se você ficou receoso com o que escrevi agora, também dá pra comprar garrafa no supermercado, não garrafão de 20l, mas garrafa de 1,5l.
Bom, é isso aí pessoal, bom apetite à todos e até a próxima.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Moedas
Quem quer dinheiroo??
Agora vim falar com vocês sobre moedas, a zona do euro é composta por 17 países, e cada país tem sua casa da moeda, então cada país produz uma moeda diferente, claro que só no verso. A maioria dos países adotou o mesmo verso das moedas usadas antes de adotarem o Euro. Além disso, há várias edições especiais, moedas comemorativas, e isso é legal, mesmo quem não é numismata acaba guardando essas moedas e fazendo coleção.
O euro tem moedas de 1 e 2 centavos, e sim, você vai ganhar muitas dessas, porque aqui não existe essa história de levar bala de troco, mas também não existe chorinho, então se é 1,99 ou você para exato, ou paga a mais, e recebe a moedinha. Essas moedas não servem muito, a menos que você guarde elas num saco e chegue para comprar alguma coisa no mercado, no terminal para comprar ticket de trem, por exemplo, só são aceitas moedas maiores que 10 centavos. Porém, você vai guardando elas em casa, num pote ou no que você quiser, e então você leva no banco e eles depositam, ou trocam para você.
Outro ponto importante é que aqui também há moedas de 2 euros, e somado a isso tem o fato de que você pode comprar bastante coisa abaixo de 2 euros, então você anda coma a carteira cheia de moedas. Lembro também que se você quiser pagar seu ticket do metrô, de 2,20 com 20 euros, você vai receber 17,80 em moedas.
Agora vai uma dica especial para os numismatas. Eu fui esses dias na loja que tem junto ao prédio do Euro, na praça Willy Brandt, em Frankfurt. Lá tem muita coisa pra fazer coleção e muita coisa interessante, mas não é muito barato, porém eu achei lá uma coisa que me deixou doido da cabeça, hehe. Um saco de 1kg de moedas do mundo inteiro, boa parte são moedas anteriores ao euros, da europa, mas tem muitas da áfrica, ásia, eu inclusive achei uma de 20 centavos de cruzeiros, da década de 70. Tudo isso por 8,95 euros, é um saco com moedas aleatórias, no meu vieram moedas de mais de 50 países diferentes, e umas moedas comemorativas, vale muito à pena.
Forte abraço pessoal, até mais.
Agora vim falar com vocês sobre moedas, a zona do euro é composta por 17 países, e cada país tem sua casa da moeda, então cada país produz uma moeda diferente, claro que só no verso. A maioria dos países adotou o mesmo verso das moedas usadas antes de adotarem o Euro. Além disso, há várias edições especiais, moedas comemorativas, e isso é legal, mesmo quem não é numismata acaba guardando essas moedas e fazendo coleção.
O euro tem moedas de 1 e 2 centavos, e sim, você vai ganhar muitas dessas, porque aqui não existe essa história de levar bala de troco, mas também não existe chorinho, então se é 1,99 ou você para exato, ou paga a mais, e recebe a moedinha. Essas moedas não servem muito, a menos que você guarde elas num saco e chegue para comprar alguma coisa no mercado, no terminal para comprar ticket de trem, por exemplo, só são aceitas moedas maiores que 10 centavos. Porém, você vai guardando elas em casa, num pote ou no que você quiser, e então você leva no banco e eles depositam, ou trocam para você.Outro ponto importante é que aqui também há moedas de 2 euros, e somado a isso tem o fato de que você pode comprar bastante coisa abaixo de 2 euros, então você anda coma a carteira cheia de moedas. Lembro também que se você quiser pagar seu ticket do metrô, de 2,20 com 20 euros, você vai receber 17,80 em moedas.
Agora vai uma dica especial para os numismatas. Eu fui esses dias na loja que tem junto ao prédio do Euro, na praça Willy Brandt, em Frankfurt. Lá tem muita coisa pra fazer coleção e muita coisa interessante, mas não é muito barato, porém eu achei lá uma coisa que me deixou doido da cabeça, hehe. Um saco de 1kg de moedas do mundo inteiro, boa parte são moedas anteriores ao euros, da europa, mas tem muitas da áfrica, ásia, eu inclusive achei uma de 20 centavos de cruzeiros, da década de 70. Tudo isso por 8,95 euros, é um saco com moedas aleatórias, no meu vieram moedas de mais de 50 países diferentes, e umas moedas comemorativas, vale muito à pena.
Forte abraço pessoal, até mais.
Preconceito
Olá galera,
neste post vou abordar um tema complicado e polêmico, o preconceito, ou os preconceitos que eu percebi aqui na Alemanha. Primeiramente quero dizer que o que escrevo aqui, se trata do que eu vi, e a minha percepção, e com certeza não pode ser generalizada.
Aqui na Alemanha moram muitos estrangeiros, mas muitos mesmo, e eles formam guetos com o pessoal do seu país, e não se misturam com outros, e pior, não se misturam com o pessoal daqui da Alemanha. Mas isso, só pra alguns povos, os latinos, por exemplo, se misturam muito bem aqui, e são muito queridos pelos alemães, já os turcos e os russos, a história é bem diferente.
Para os brasileiros não há preconceito, aqui devo abrir um parênteses, porque há os neonazistas, mas eles abominam qualquer estrangeiro, inclusive os brasileiros, mas são muito raros os casos, no brasil também há, não é algo muito comum, vi um caso apenas. Mas em geral, o pessoal, os alemães, aqui são bem abertos pra conversar, claro que você tem que puxar assunto pra falar com eles, porque os alemães não são muito de ficar jogando papo pro ar, então, se você quiser aprender falando, tem que chamar os caras pra conversar mesmo. E assim, eu falo errado, e não tem problema, eles veem que eu estou aqui pra aprender, e eles acham bonito, na verdade, eles acham o sotaque do alemão que os latinos falam, bonito, o que é bem diferente do que o pessoal que vem do leste europeu fala, esse pessoal fala mais grosso, é terrível de ouvir, e os latinos já tem uma musicalidade na fala.
Agora, existem duas populações que são casso especiais aqui que são turcos e russos. Para os turcos, há um preconceito porque eles são muito diferentes, se tratando de religião e cultura, e são muitos, então, eles vivem em guetos, não se misturam muito. Eles vieram para reconstruir a Alemanha, depois da segunda guerra, e depois, na hora de voltar, resolveram ficar por aqui. O problema é que aqueles que ficaram aqui, começaram a trazer seus parentes, e por serem em grande numero, e muito apegados à sua cultura antiga, eles confrontam um pouco os alemães. Porém, eles tem um lado bom, em que os alemães e turcos convivem bem, que são as paradas de Kebab e pizza, todo lugar tem um, é como o cachorro quente no Brasil, bom, gostoso e barato, e é uma das únicas coisas de alimentação que fica aberta até mais tarde, normalmente até umas 23h, o que é bastante porque aqui anoitece cedo, alguns vão até a madrugada, ou são 24h.
Já para os russos o preconceito é um pouco mais histórico. Há sim o fato de eles serem grossos, no jeito ríspido, mas isso é explicado porque lá eles viviam uma vida muito difícil. Mas vendo a história, quando a Alemanha foi dividida após a segunda guerra, aqui o sul, onde eu moro (sim, estou falando do que eu percebo, pode ser que no norte é diferente) foi tomado pelos franceses e canadenses, então era tudo muito pacífico, casas abertas, sem cercas, sem proteção, gente honesta. Aí, quando reunificaram a Alemanha, muitos canadenses e franceses foram embora, claro que alguns criaram família aqui e ficaram, e os russos, descendentes de alemães, que estavam vivendo o regime comunista, fugiram pra cá, e como não tinham dinheiro, muitos deles começaram a roubar, aí que complicou a história, e desde então, os russos não são mais muito bem vistos por aqui.
Mas claro, que eu estou sendo muito preconceituoso, também, falando assim, não dá pra se generalizar, mas é uma percepção que se tem rapidamente quando se chega aqui. Já morei com uma família de russos que foram muito legais comigo, já conversei com turcos que foram também muito bacanas, mas aí também varia de pessoa pra pessoa.
Bom, um grande abraço pra vocês e até a próxima.
neste post vou abordar um tema complicado e polêmico, o preconceito, ou os preconceitos que eu percebi aqui na Alemanha. Primeiramente quero dizer que o que escrevo aqui, se trata do que eu vi, e a minha percepção, e com certeza não pode ser generalizada.
Aqui na Alemanha moram muitos estrangeiros, mas muitos mesmo, e eles formam guetos com o pessoal do seu país, e não se misturam com outros, e pior, não se misturam com o pessoal daqui da Alemanha. Mas isso, só pra alguns povos, os latinos, por exemplo, se misturam muito bem aqui, e são muito queridos pelos alemães, já os turcos e os russos, a história é bem diferente.
Para os brasileiros não há preconceito, aqui devo abrir um parênteses, porque há os neonazistas, mas eles abominam qualquer estrangeiro, inclusive os brasileiros, mas são muito raros os casos, no brasil também há, não é algo muito comum, vi um caso apenas. Mas em geral, o pessoal, os alemães, aqui são bem abertos pra conversar, claro que você tem que puxar assunto pra falar com eles, porque os alemães não são muito de ficar jogando papo pro ar, então, se você quiser aprender falando, tem que chamar os caras pra conversar mesmo. E assim, eu falo errado, e não tem problema, eles veem que eu estou aqui pra aprender, e eles acham bonito, na verdade, eles acham o sotaque do alemão que os latinos falam, bonito, o que é bem diferente do que o pessoal que vem do leste europeu fala, esse pessoal fala mais grosso, é terrível de ouvir, e os latinos já tem uma musicalidade na fala.
Agora, existem duas populações que são casso especiais aqui que são turcos e russos. Para os turcos, há um preconceito porque eles são muito diferentes, se tratando de religião e cultura, e são muitos, então, eles vivem em guetos, não se misturam muito. Eles vieram para reconstruir a Alemanha, depois da segunda guerra, e depois, na hora de voltar, resolveram ficar por aqui. O problema é que aqueles que ficaram aqui, começaram a trazer seus parentes, e por serem em grande numero, e muito apegados à sua cultura antiga, eles confrontam um pouco os alemães. Porém, eles tem um lado bom, em que os alemães e turcos convivem bem, que são as paradas de Kebab e pizza, todo lugar tem um, é como o cachorro quente no Brasil, bom, gostoso e barato, e é uma das únicas coisas de alimentação que fica aberta até mais tarde, normalmente até umas 23h, o que é bastante porque aqui anoitece cedo, alguns vão até a madrugada, ou são 24h.
Já para os russos o preconceito é um pouco mais histórico. Há sim o fato de eles serem grossos, no jeito ríspido, mas isso é explicado porque lá eles viviam uma vida muito difícil. Mas vendo a história, quando a Alemanha foi dividida após a segunda guerra, aqui o sul, onde eu moro (sim, estou falando do que eu percebo, pode ser que no norte é diferente) foi tomado pelos franceses e canadenses, então era tudo muito pacífico, casas abertas, sem cercas, sem proteção, gente honesta. Aí, quando reunificaram a Alemanha, muitos canadenses e franceses foram embora, claro que alguns criaram família aqui e ficaram, e os russos, descendentes de alemães, que estavam vivendo o regime comunista, fugiram pra cá, e como não tinham dinheiro, muitos deles começaram a roubar, aí que complicou a história, e desde então, os russos não são mais muito bem vistos por aqui.
Mas claro, que eu estou sendo muito preconceituoso, também, falando assim, não dá pra se generalizar, mas é uma percepção que se tem rapidamente quando se chega aqui. Já morei com uma família de russos que foram muito legais comigo, já conversei com turcos que foram também muito bacanas, mas aí também varia de pessoa pra pessoa.
Bom, um grande abraço pra vocês e até a próxima.
sábado, 9 de novembro de 2013
Dirigir na Alemanha
Olá amigos,
Hoje vou falar um pouco sobre como é dirigir na Alemanha.
Em geral, as regras são as mesmas, mas há algumas peculiaridades, que são interessantes de se saber, pra fazer bonito quando estiver aqui.
Primeiramente, sim, há locais sem limite de velocidade, e não são poucos, as restrições para velocidade ficam dentro das cidades, ou quando vai entrar em alguma rotatória, ou há alguma bifurcação à frente.
As regras são bastante rígidas, e não adianta querer burlar. Bom, para velocidade, dentro das cidades, ou dos vilarejos a regra, é geralmente de 30 km/h, isso nas cidades pequenas, nas maiores, onde há ruas maiores, isso vai pra 50, ou 70 km/h. Mas há pouco trânsito, não há lombadas, muitas cidades não tem nem sinaleiro, por serem muito pequenas. Mas há as faixas de pedestre, e sempre que há a indicação, e tem um pedestre ali para atravessar, você tem que parar e deixá-lo passar. Há ruas, em que o sinaleiro para pedestres está verde, e para os carros que vem na perpendicular também, então, quem vai fazer a conversão, deve esperar o pedestre passar, para avisar isso, tem um sinal amarelo que fica piscando, para indicar ao motorista que ali o pedestre tem a preferência. Outro ponto é que nas cidades, há muitas ruas estreitas, e muita gente querendo estacionar, aí você vai perceber que o meio fio das calçadas são baixos, e o pessoal estaciona metade do carro na calçada, e outra metade na rua, isso é normal e certo, desde que tenha placa indicando que pode. Esta placa é uma placa azul, com uma listra ou um x vermelho, e uma seta indicando o lado da rua em que você pode estacionar. Outro fato que se deve prestar bastante atenção é que mesmo assim as ruas continuam estreitas para os carros passarem nos dois sentidos, por isso é importante sempre ter muita atenção e ser gentil, um dos carros terá que achar um espaço para encostar, e deixar o outro passar.
Bom, mas querem falar de velocidade, né. Bom, as placas de sinalização de velocidade são iguais, e a regra é a mesma, a diferença para o Brasil é que existem placas como essa da foto, com a velocidade que valia até aquele ponto e uns riscos em cima, o que indica que a partir daquele ponto não há mais limite de velocidade, isto, claro, até a próxima placa indicando o limite, mas fique tranquilo, nas rodovias, você dirige um bom tempo sem limite nenhum. Mas muita atenção nos períodos de neve, isso pode se tornar muito perigoso.
Falando em neve, a limpeza das ruas acontece assim, as ruas grandes, passa o caminhão limpando e jogando sal, para derreter a neve, aí dá para dirigir, mas claro, sempre com atenção, pois ainda há possibilidade de ter algum gelo na pista. Nas ruas menores o caminhão só joga umas pedras pequenas, que servem para ajudar na freada. O período considerado de inverno, para o trânsito é 01 de novembro até 31 de março, então, nesse período todos os veículos precisam ter pneus para neve, e é bom colocar um produto especial no limpador de parabrisas, para este não congelar. Outra coisa para se ressaltar é que as motos mais potentes e carros mais esportivos, que não tem muita estabilidade não podem trafegar neste período de inverno, para isso, nesses veículos, no canto direito da placa há os números 04/10, indicando que entre abril e outubro ele pode trafegar.
Agora, a título de curiosidade, vou tentar explicar como funcionam as placas dos veículos. Em geral há duas letras, mas já vi alguns com 3 e com uma só, que indicam a cidade, como os veículos emplacados em Villigen e Schwenningen recebem as letras VS, depois vem dois brasões, o de baixo indica a região em que foi emplacado, como se fosse do detran, e acima, um outro que indica que o carro passou na inspeção, que é feita a cada dois anos. Depois vem a sequencia de duas letras e quatro números que o dono do carro escolhe, geralmente relacionado ao nome e data de aniversário.
Bom, é isso aí que eu vim trazer para vocês, galera, forte abraço.
Hoje vou falar um pouco sobre como é dirigir na Alemanha.
Em geral, as regras são as mesmas, mas há algumas peculiaridades, que são interessantes de se saber, pra fazer bonito quando estiver aqui.
Primeiramente, sim, há locais sem limite de velocidade, e não são poucos, as restrições para velocidade ficam dentro das cidades, ou quando vai entrar em alguma rotatória, ou há alguma bifurcação à frente.
| Placa indicando fim da restrição de 30 km/h. |
Bom, mas querem falar de velocidade, né. Bom, as placas de sinalização de velocidade são iguais, e a regra é a mesma, a diferença para o Brasil é que existem placas como essa da foto, com a velocidade que valia até aquele ponto e uns riscos em cima, o que indica que a partir daquele ponto não há mais limite de velocidade, isto, claro, até a próxima placa indicando o limite, mas fique tranquilo, nas rodovias, você dirige um bom tempo sem limite nenhum. Mas muita atenção nos períodos de neve, isso pode se tornar muito perigoso.
Falando em neve, a limpeza das ruas acontece assim, as ruas grandes, passa o caminhão limpando e jogando sal, para derreter a neve, aí dá para dirigir, mas claro, sempre com atenção, pois ainda há possibilidade de ter algum gelo na pista. Nas ruas menores o caminhão só joga umas pedras pequenas, que servem para ajudar na freada. O período considerado de inverno, para o trânsito é 01 de novembro até 31 de março, então, nesse período todos os veículos precisam ter pneus para neve, e é bom colocar um produto especial no limpador de parabrisas, para este não congelar. Outra coisa para se ressaltar é que as motos mais potentes e carros mais esportivos, que não tem muita estabilidade não podem trafegar neste período de inverno, para isso, nesses veículos, no canto direito da placa há os números 04/10, indicando que entre abril e outubro ele pode trafegar.
Agora, a título de curiosidade, vou tentar explicar como funcionam as placas dos veículos. Em geral há duas letras, mas já vi alguns com 3 e com uma só, que indicam a cidade, como os veículos emplacados em Villigen e Schwenningen recebem as letras VS, depois vem dois brasões, o de baixo indica a região em que foi emplacado, como se fosse do detran, e acima, um outro que indica que o carro passou na inspeção, que é feita a cada dois anos. Depois vem a sequencia de duas letras e quatro números que o dono do carro escolhe, geralmente relacionado ao nome e data de aniversário.
Bom, é isso aí que eu vim trazer para vocês, galera, forte abraço.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Strasbourg
Olá amigos,
faz tempo que não escrevo, porque estou me entretendo fora da internet, enquanto ainda é suportável ficar fora de casa.
Bom, não é disso que vim falar hoje, mas sim do meu passeio que fiz à Strasbourg, há umas semanas atrás.
Aqui na Alemanha, as linhas de trem são gerenciadas por grupos, e cada um desses administra uma região, essa região é um conjunto de cidades, dificilmente é o estado todo, no caso, a TGO administra a região de Ortenau-Kreis, que fica no oeste do estado Baden Wütenberg, abrange a região do Rust (Europa-Park) até acima de Offenburg, essa região corresponde com a fronteira com a França. Como muitas pessoas moram na França e trabalham nessa região, ou o contrário, ou não só os que trabalham, o pessoal que faz turismo, também, circula nesse trecho, a TGO e a correspondente companhia francesa, que atua na Alsace (Alsácia), tem uma parceria, que você compra um bilhete chamado europass, que custa 8,50 euros, e com ele você pode circular por toda área de Ortenau, e pela Alsácia, num período de 24 horas, usando trem, ônibus e demais transportes urbanos.
Eu havia comprado o bilhete de tarde para usar no Ortenau-Kreis, li que ele valia para a Alsácia e vali 24 horas, então, na manhã seguinte, usei-o. O trem sai de 2 em 2 horas de Offenburg, e vai para Strasbourg, o trajeto leva um pouco menos de uma hora. Descendo na estação francesa, já deu pra perceber uma diferença entre os dois países, que é o respeito ao semáforo, pelos pedestres, porque na Alemanha, a maioria das pessoas, espera até ficar verde, mesmo que não tenha nenhum carro, já no lado francês, o pessoal vai atravessando sem medo de ser feliz. Mas falando da cidade, a minha dica sempre é andar na direção das torres das igrejas, não teve erro, segui por várias ruas, com uma arquitetura muito bonita, cheia de detalhes, fui seguindo esse caminho e cheguei na Notre-Dame de Strasbourg, uma igreja lindíssima, enorme, que você pode entrar, e aconselho você a entrar, pois os vitrais dela são deslumbrantes. A praça na frente dela é cheia de turistas, e há música no ar, também é muito aconchegante, ali perto tem uma loja que vende uns biscoitos amanteigados que são uma tradição da cidade, e sim, são muito gostosos.
Agora, pra conhecer outros pontos, o que eu fiz, foi andar sem muito rumo, fui andando pelas ruas, e encontrei muitas construções bonitas, comprei croissant em uma das inúmeras padarias que há por ali, e depois tentei voltar para a estação de trem, para mim não foi muito difícil, mas pode ser meio complicado, pois as ruas não se cortam em ângulos retos, é mais ou menos um semi-circulo, mas o bom é que a estação central, Gale, é o centro do circulo, e é um prédio enorme, e bem bonito.
Bom, para mim valeu muito à pena, não é caro conhecer a França, e é muito, mas muito bonito mesmo, se você pegar um dia de sol, deve valer a pena subir na torre da Notre Dame, eu tive azar e peguei um dia de nevoeiro, e eu não subi a torre.
Até a próxima, pessoal.
faz tempo que não escrevo, porque estou me entretendo fora da internet, enquanto ainda é suportável ficar fora de casa.
Bom, não é disso que vim falar hoje, mas sim do meu passeio que fiz à Strasbourg, há umas semanas atrás.
Aqui na Alemanha, as linhas de trem são gerenciadas por grupos, e cada um desses administra uma região, essa região é um conjunto de cidades, dificilmente é o estado todo, no caso, a TGO administra a região de Ortenau-Kreis, que fica no oeste do estado Baden Wütenberg, abrange a região do Rust (Europa-Park) até acima de Offenburg, essa região corresponde com a fronteira com a França. Como muitas pessoas moram na França e trabalham nessa região, ou o contrário, ou não só os que trabalham, o pessoal que faz turismo, também, circula nesse trecho, a TGO e a correspondente companhia francesa, que atua na Alsace (Alsácia), tem uma parceria, que você compra um bilhete chamado europass, que custa 8,50 euros, e com ele você pode circular por toda área de Ortenau, e pela Alsácia, num período de 24 horas, usando trem, ônibus e demais transportes urbanos.
| Notre-Dame de Strasbourg |
Agora, pra conhecer outros pontos, o que eu fiz, foi andar sem muito rumo, fui andando pelas ruas, e encontrei muitas construções bonitas, comprei croissant em uma das inúmeras padarias que há por ali, e depois tentei voltar para a estação de trem, para mim não foi muito difícil, mas pode ser meio complicado, pois as ruas não se cortam em ângulos retos, é mais ou menos um semi-circulo, mas o bom é que a estação central, Gale, é o centro do circulo, e é um prédio enorme, e bem bonito.
Bom, para mim valeu muito à pena, não é caro conhecer a França, e é muito, mas muito bonito mesmo, se você pegar um dia de sol, deve valer a pena subir na torre da Notre Dame, eu tive azar e peguei um dia de nevoeiro, e eu não subi a torre.
Até a próxima, pessoal.
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